Boletim de autoria do Prof. Vivaldo José Breternitz e 2 leituras recomendadas.
Desde a Revolução Industrial, o avanço tecnológico acelerou o ritmo do trabalho, afetando a saúde física e mental dos indivíduos. O movimento slow work propõe repensar a produtividade, com foco na qualidade, no propósito de vida e no bem-estar social. Inspirado no slow food, busca equilibrar desempenho e saúde mental frente à cultura da hiperprodutividade. Autores como Cal Newport defendem realizar menos tarefas, adotar um ritmo natural e manter foco estratégico. Em sintonia com o modelo PERMA, promove o uso consciente da tecnologia, assegurando uma abordagem mais sustentável e humanizada ao trabalho contemporâneo.
Os autores apontam que a tecnologia traz, além de benefícios, desafios éticos e sociais que exigem atenção. Para os autores, a tecnologia responsável propõe princípios e práticas que maximizam os benefícios tecnológicos, minimizando impactos negativos. Essa abordagem envolve transparência, inclusão, sustentabilidade, privacidade de dados e ética no uso da inteligência artificial. Os autores também destacam a importância da governança tecnológica, com papel ativo no Estado e no setor privado. A tecnologia responsável não é apenas desejável, mas um dever moral coletivo, essencial para promover justiça social, bem-estar e um futuro sustentável. Diante da revolução digital, é preciso moldar uma sociedade onde a tecnologia esteja a serviço da humanidade e do planeta.
A Gestão do Conhecimento (GC) é fundamental para apoiar a transformação digital no ensino superior, especialmente diante dos desafios intensificados durante a pandemia. Os Sistemas de Gestão do Conhecimento (SGC) combinam tecnologia, cultura organizacional e práticas metodológicas para fomentar inovações em atividades educacionais, administrativas e científicas. Diferentemente da digitalização centralizada, o SGC envolve docentes e funcionários na cocriação de soluções valorizando o conhecimento como ativo estratégico. A norma ISO 30401 reforça essa abordagem ao considerar o conhecimento como base para decisões eficazes. Assim sendo, o SGC contribui para o desempenho institucional, minimizando riscos e promovendo uma adaptação tecnológica significativa e sustentável.
A tradução para o português foi feita com a devida autorização do autor.
A transformação digital vai além da adoção de tecnologias emergentes. Trata-se de um processo sociotécnico que envolve mudanças profundas na finalidade, estrutura e operação das empresas. Ela não se resume a modismos tecnológicos, mas requer análise estratégica dos fatores internos e externos, como sociedade, governo e mercado. Estudos indicam que muitas iniciativas fracassam por falta de clareza nos objetivos e alinhamento organizacional. Além disso, nem sempre empresas lucrativas são as mais inovadoras. A transformação digital bem-sucedida depende menos da tecnologia em si. Ela exige decisões conscientes, planejamento detalhado e apoio contínuo da alta liderança empresarial.
A internet e a deep web são frequentemente associadas a atos de violência. No entanto, o problema não está na tecnologia, e sim nas relações humanas e nas afinidades que se formam nos ambientes digitais. A internet proporciona liberdade de expressão sem filtros institucionais, o que pode gerar tanto avanços quanto abusos. Grupos extremistas se formam por interesses pessoais, e não por influência direta da tecnologia. A questão central está nas redes sociais e na complexidade das interações humanas. Por isso, torna-se fundamental promover um debate transdisciplinar sobre ética, liberdade, responsabilidade e o papel da sociedade diante dos riscos e benefícios do ambiente digital.
A Convenção da UNESCO sobre a Diversidade das Expressões Culturais (CDEC) estabelece diretrizes para políticas culturais que assegurem a diversidade na criação, produção e acesso a conteúdos culturais. Ao adotar uma abordagem neutra quanto às tecnologias utilizadas, a CDEC estabelece diretrizes para que mídias e plataformas digitais promovam a diversidade cultural, mesmo diante das rápidas transformações que ocorrem no ambiente tecnológico. Isso requer políticas públicas flexíveis, regulação de algoritmos e participação ativa de grandes intermediários digitais. Também é fundamental desenvolver políticas educacionais que favoreçam tanto a apropriação crítica das tecnologias quanto o acesso democrático à cultura.
Goffi é eticista em Inteligência Artificial, cofundador e codiretor da Global AI Ethics Institute, além de consultor de ética da inteligência artificial e colaborador internacional do CEST. Aco Momcilovic é especialista em recursos humanos e psicólogo. É doutorando na Universidade Dubrovnik – Economia Digital, além de ser cofundador e codiretor da Global AI Ethics Institute .
Nesta entrevista, em inglês, Goffi e Momcilovic abordam a questão dos recursos humanos e da ética em ambientes virtuais.
Romero Tori é professor colaborador do CEST. Ele tem coordenado e desenvolvido várias pesquisas sobre tecnologias interativas com ênfase entre outras aplicações em educação.
Nesta entrevista, Dr, Tori conceitua tecnologias interativas e apresenta como elas vem sendo tratadas e aplicadas no Brasil.
Joyce Martins Mendes possui doutorado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da USP na área de Usabilidade de Software, Fatores Humanos e Engenharia de Qualidade.
Nesta entrevista, Dr. Mendes fala sobre os fatores humanos no desenvolvimento e escolha de produtos.
Graduado, mestre e doutor em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da USP. Atualmente é professor em tempo integral do Centro Universitário FEI, onde é coordenador do Laboratório de Inovação em Internet das Coisas em parceria com a Telefonica/Vivo; e coordenador do laboratório de segurança da informação em parceria com o MPF-SP. Atualmente está envolvido com pesquisa sobre Internet das Coisas, análise de padrões, redes complexas, segurança cibernética. É membro do IEEE onde participa do grupo P7004 (Standard for Child and Student Data Governance). Trabalhou em diversos projetos europeus e atualmente coordena atividades do projeto SWAMP (Smart Water Management Platform) do programa: Horizon 2020. Coordena projetos de inovação em parceria com o Reino Unido (Sensing Change – Frontiers in Engineering).
Nesta entrevista, Dr. Filev fala a respeito da tecnologia de Smart Homes que está silenciosamente invadindo nossas casas.
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